Fazemos o que podemos para encobrir a dor, mas isso não é normal. Deveríamos sentir, deveríamos amar. E odiar, sofrer, ficar de luto, e nos sentirmos despedaçados e destruídos. Nós nos reconstruímos para nos destruírem de novo. Essa é a vida humana. É a natureza humana. Isso é estar vivo. Esse é o propósito.
Todos os dias me esforço para ser uma pessoa um pouco melhor. Quando acordo, logo penso: que eu seja melhor que ontem. Que minha cabeça esteja mais aberta, que meu humor esteja melhor, que eu não brigue por besteira, que eu não cometa os mesmos erros do passado, que eu tenha serenidade, que eu consiga vencer o dia, que eu saiba discernir o certo do errado. A minha parte, pelo menos, estou fazendo. Ou pelo menos tentando.
Às vezes, desligar um pouco do mundo é a solução. Colocar em ordem a bagunça da mente. Ficar sozinho pra amadurecer nossas ideias. Ver o que queremos e até o que não queremos. Refletir sobre aquelas decisões precipitadas que tomamos. Pois a vida já é tão difícil, então pra que ficar arranjando mais problemas pra gente?
Eu quis gritar, espernear e pedir pra você ficar, mas aprendi da forma mais dolorosa possível, que amor não se implora, que quem quer ficar, sempre fica. Não tem essa de “eu preciso de um tempo pra mim” porque meu amor, veja bem, quem vive de tempo é museu.